DOMINGO NA PRAÇA


Sofremos, lutamos e conquistamos o território da Praça Alex Schomaker Bastos. Agora é a vez das crianças, seus pais e avós ocuparem o espaço que é de todos os cidadãos de bem.

Hoje amanhecemos com a ideia de inaugurar o novo espaço com um “Domingo na Praça”, para o qual todos os cidadãos de bem estão convidados, com filhos, avós, papagaios etc.

Logo que a prefeitura instale os brinquedos para as crianças, definiremos qual domingo.

Mausy e Andrei,
pais orgulhosos.
#eusoualex

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Violência mágica

Este pequeno conto é um exercício de explicação do inexplicável. Às vezes a vida nos apresenta seu outro lado, a morte, da maneira mais surpreendente e sofrida, e nos desperta para todos os seus significados possíveis, e para os impossíveis também.

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PROJETO ALEX SCHOMAKER DE GRAFIA ANUAL DA RIQUEZA E DIVERSIDADE (PRO-ASGARD)

Beto Pimentel (direita) com aluno fazendo snorkel em Arraial do Cabo

Palavras do professor Beto Pimentel (CAp-UFRJ):

“No final de semana de 27 e 28 de junho, o Núcleo de Atividades em Física (NAF) do CAp-UFRJ, onde o Alex fez a Prática de Ensino em Biologia, realizou (pela 10ª vez) a sua Aventura Científica #2, que envolveu a construção, calibração e teste de um profundímetro por suas equipes, e também a observação do costão marinho em snorkeling como preparação para atividade pedagógica em ecologia a bordo.

No ano passado o Alex foi o responsável por desenvolver esta segunda parte da atividade, para a qual ele escolheu o tema da distinção entre riqueza e diversidade ambientais, e foi muito bem-sucedido na forma como a atividade foi trabalhada.

Como a geração de “nafiosos” deste ano conta com os alunos do segundo ano do ano passado, que foram alunos do Alex na sua regência, quisemos prestar uma homenagem ao Alex e iniciar um projeto de longo prazo baseado naquilo que ele começou em 2014.

Assim, levamos este ano sketchbooks/cadernos de campo confeccionados pelas equipes com capas homenageando a participação do Alex na atividade, e foram feitos registros gráficos e quantitativos das espécies observadas e de sua abundância nos locais específicos de mergulho, com vistas a um registro cumulativo ao longo dos anos que permita refinar e sofisticar a discussão sobre riqueza e diversidade ambientais em Arraial do Cabo.

O Projeto Alex Schomaker de Grafia Anual da Riqueza e Diversidade (PRO-ASGARD, um nome que tenho certeza que o Alex aprovaria) será liderado pela Rebeca SK e por mim, e assistido por um pesquisador da área ambiental lá de Cabo Frio.

Não posso imaginar melhor uso para o material de mergulho do Alex que foi doado pela família para o Clube de Ciências do CAp-UFRJ.”

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As Novas Famílias: Direito, Ética e Psicanálise



Hoje, no Seminário para magistrados “As Novas Famílias: Direito, Ética e Psicanálise”, realizado pela ENM – Escola Nacional da Magistratura, AMB – Associação dos Magistrados Brasileiros e EMERJ – Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, com a coordenação da Dra. Andréa Pachá (Juíza do TJ/RJ) e Cláudio Luís Braga dell’Orto (Diretor Presidente da ENM e Desembargador do TJ/RJ), a Dra. Olivia Fürst coordenou a Oficina de Mediação (fotos).

PROGRAMA

AS NOVAS FAMÍLIAS: DIREITO, ÉTICA E PSICANÁLISE

Data: 25 E 26 de Junho de 2015
Local: EMERJ – RJ
Endereço: Rua Dom Manuel, nº 25 – Centro -Telefone: (21) 3133-2682

Realização: ENM/AMB/EMERJ
Informações: Secretaria da ENM, secretaria@enm.org.br
ou 2103-9032.

**25/06/2015

Abertura – 9h00
Drª Andrea Pachá – Juíza do TJ/RJ
Cláudio Luís Braga dell’Orto – Diretor Presidente da ENM e Desembargador do TJ/RJ

10h:00 – 11h:00 – Guarda Compartilhada e Alienação Parental

9h:00 – 10h:00 – Katya Monnerat – Desembargadora do TJ/RJ

10h:00 – 11h:00 – Gisele Groeninga – Psicanalista

11h:00 – 13h:00 – O Novo CPC e os Processos de Família
Fernanda Tartuce

13h:00 – Almoço

14h:00 – 16h:00 – Oficina de Mediação
Coordenação – Dra. Olívia Fürst – Advogada e Mediadora – RJ

16h:00 – Coffee Break

16h:30 – 18:00 – Encerramento

**26/06/2015

9h:00 – 11h:00 – Regime de Bens e Sucessão
Doutor Carlos Roberto Barbosa Moreira – Advogado – RJ

11h:00 – 13h:00 – “Cuidado, Ética, Responsabilidade e Compromisso: Famílias possíveis”.
Doutora Tânia da Silva Pereira – Advogada – RJ

13h:00 – Almoço

14h:00-18h:00 – Estudo de casos concretos e apresentação dos trabalhos.

16h:00 – 16h30 – Coffee Break

18:00 – Encerramento

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CARTA DE AGRADECIMENTO


Hoje, dia 15 de junho de 2015, estivemos com o Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, para lhe entregar uma carta de agradecimento aos policiais e às policiais que trabalharam para elucidar o assassinato de nosso filho Alex Schomaker Bastos e prender seus assassinos. Na foto, da esquerda para a direita, José Mariano Beltrame, Secretário de Segurança RJ, Tenente Coronel Márcio Oliveira Rocha, Comandante do 2º BPM, Andrei e Mausy.

A CARTA:

Rio de Janeiro, 15 de junho de 2015

Ao Senhor
José Mariano Beltrame
Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro

É estranho e doloroso escrever esta carta. Mas acreditamos ser o correto.

Embora repetidamente digamos que ao Estado nada devemos, pois o Estado, em sua natureza política, apenas cumpre com o dever de atender o Cidadão, queremos, publicamente, agradecer o empenho e dedicação da equipe da Delegacia de Homicídios que, após muitas diligências e constante trabalho de inteligência, chegou aos assassinos de nosso filho Alex Schomaker Bastos, apresentando-os com a certeza e comprovação de culpa.

Gostaríamos que nosso agradecimento fosse formalmente repassado a todos os membros da equipe e da chefia da Delegacia de Homicídios. A verdadeira polícia está ao lado do Cidadão de bem.

A morte de Alex, nosso amado filho, de 24 anos, assassinado com sete tiros no ponto de ônibus em frente ao Campus UFRJ Praia Vermelha, a uma semana de receber seu diploma de Biólogo, certamente mudou os rumos de nossas vidas de maneira inexorável.

Mas não mudou nossa crença na Cidadania, com letra maiúscula, que sempre pautou nossas vidas e que foi repassada como ensinamento aos nossos filhos.

Temos consciência de que a Segurança não é feita apenas pela Polícia. A Segurança inclui Educação, Saúde, Saneamento, iluminação, cuidado com o patrimônio público, Cidadania e Consciência Individual. E isso tudo está em falta em nossa cidade.

É o empenho conjunto entre nós, sociedade civil, e a polícia que certamente contribuirá para a segurança de nossa cidade, ajudando a reduzir os índices de criminalidade. E nós, pais eternamente enlutados, estamos empenhados em fazer nossa parte e mostrar que é a participação dos cidadãos que mudará nossa realidade para melhor.

Simbolicamente, pintamos de branco o ponto de ônibus onde Alex foi assassinado. O branco clareou o local e nossa insistência para que ele fosse realmente urbanizado surtiu efeito. A Prefeitura transformou o espaço em uma praça de verdade. Limpa, muito bem iluminada, com novo projeto de iluminação, e com árvores podadas. Tudo como devem ser todos os espaços públicos em nossa cidade.

Um lugar antes perigoso e escuro e que hoje tem vida. Olivia, irmã do Alex, fotografou, emocionada, um grupo de jovens conversando à noite na Praça que agora se chama ALEX SCHOMAKER BASTOS. E eles não estavam com medo. E não deveriam mesmo. Aliada à iluminação e demais cuidados, a viatura da Policia Militar, promessa cumprida pelo senhor, que lá permanece completou o cenário de tranquilidade.

“Um pouco de luz salvará a vida de outros Alexs. Pequenas mudanças podem fazer a diferença entre civilização e barbárie. Ocupar as cidades em vez de delegá-las à polícia é um passo”. A frase é do jornalista Luiz Fernando Vianna, no seu artigo “Um pouco de luz”, publicado na Folha de S.Paulo no dia 8 de junho e resume bem o que acreditamos.

Vamos pedir ao prefeito Eduardo Paes que pense em um projeto que transforme todos os pontos de ônibus da cidade em pontos de luz. Pintados de branco e bem iluminados, os pontos de ônibus servirão mais àqueles que esperam condução e menos aos que assaltam e matam por um celular.

Com nossos mais sinceros agradecimentos ao cidadão José Mariano Beltrame e aos homens e mulheres policiais que se dedicaram à prisão dos assassinos de Alex Schomaker Bastos,

Mausy Schomaker e Andrei Bastos,
pais orgulhosos e entristecidos.
SOMOS ALEX PARA SEMPRE

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Cinco meses sem Alex


Hoje, dia 8, completamos cinco meses sem nosso filho. Queremos que a iluminada Praça Alex Schomaker Bastos, onde ele foi assassinado por dois assaltantes, sirva de exemplo e lembrança de que não podemos permitir que as ruas da nossa cidade nos sejam tomadas por assaltantes e assassinos. Nós, cidadãos, somos os donos da Cidade do Rio de Janeiro.

Mausy e Andrei,
Pais orgulhosos e entristecidos.
‪#‎eusoualex

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Polícia prende suspeito da morte de estudante em ponto de ônibus no Rio

Willian Augusto Nogueira

Agência Brasil

A polícia do Rio anunciou hoje (4) a prisão de Willian Augusto Nogueira, acusado do crime que provocou a morte do estudante Alex Schomaker Bastos, em 8 de janeiro deste ano, em assalto, no ponto de ônibus em frente ao campus da Praia Vermelha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), zona sul do Rio.

Para a professora Mausy Schomaker, mãe de Alex, ao encontrar o culpado, a polícia apenas cumpriu com seu dever.

“Não existe nenhum alento no meu coração. Isso não me traz nada. Me traz a crença na polícia, e me faz acreditar que tenho que continuar brigando, como cidadã, pelo direito de cidadania que a gente já esqueceu. Todo mundo acha que é favor, mas a polícia cumpriu com o papel dela. Tinha que fazer isso. Não existe favor. Posso agradecer, pessoalmente, aos policiais, a maioria muito jovens. Estou realmente agradecida, porque vi o empenho deles como indivíduos e como cidadãos, mas como estado, eu não agradeço, não. O estado é corresponsável pela morte do meu filho”, disse à Agência Brasil.

A prisão de Willian ocorreu em uma ação integrada da Delegacia de Homicídios da Capital (DH) e da 10ª Delegacia Policial, de Botafogo. O delegado Alexandre Herdy, da DH, que é uma delegacia especializada, informou que a identificação de Willian foi feita depois da prisão dele, no dia 22 de maio, por policiais de Botafogo, com apoio da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Jacarezinho, na zona norte.

Segundo o delegado Herdy, na mesma ação foi apreendida a moto usada no crime, que estava sendo monitorada pela unidade especializada. Ele contou que há outro suspeito sendo investigado pela polícia. Os policiais realizam diligências para localizar provas que ajudem no esclarecimento do crime.

Os pais de Alex vão entrar com uma ação na Justiça contra o estado e o município do Rio de Janeiro, pela corresponsabilidade na morte do filho, por não realizarem as ações necessárias para impedir o assalto.

Segundo Mausy Schomaker, o estado é responsábel por não garantir a segurança no local, e a prefeitura, por iluminação precária e falta de poda das árvores. Isso, segundo eles, tornou o lugar ainda mais escuro. “O município é responsável pela poda das árvores, pela iluminação pública e pelas câmeras e o estado, pela segurança. E falharam, nos dois casos”, avaliou.

Na avaliação da professora, não adianta só pedir o aumento de policiamento na cidade. Ela defendeu mais qualificação dos agentes e melhores condições de trabalho.

“Eu quero um policiamento melhor. Quero que a polícia cidadã também tenha o direito de fazer um bom trabalho. O que ela [a polícia] também não tem, até pelas péssimas condições de trabalho que são oferecidas aos policiais”.

A professora defende o direito de todos circularem pela cidade em segurança. “Como cidadãos, temos o direito de pegar o ônibus na hora que quisermos, no ponto que quisermos. O estado tem que dar as condições de segurança, e é por isso que vamos entrar com uma ação de responsabilidade civil conta o estado e o município”, afirmou.

Mausy adiantou que pretende começar uma campanha para que todos os pontos de ônibus do Rio sejam pintados de branco, e iluminados, como foi feito com o local onde Alex foi morto.

De acordo com ela, isso pode fazer toda a diferença na questão da segurança. “À noite, o ponto onde o Alex morreu está branco e iluminado, e trinta metros atrás, no ponto que fica junto ao muro da UFRJ, é um breu total. Não sei porque o ponto de ônibus tem que ser cinza e sem luz”, completou.

Três dias depois da morte de Alex, a família e amigos do estudante fizeram uma manifestação no lugar onde ele foi morto para alertar sobre a violência no Rio de Janeiro.

Passados quase cinco meses, a mãe do rapaz pede mais participação da sociedade na cobrança por mais segurança.

“O cidadão carioca está inerte e omisso diante de tudo. A gente não vê manifestação. Todo mundo aumenta a grade do prédio e acha que fez a sua parte. A grade está humilhando, e não está protegendo. A gente não está brigando para conquistar pelo nosso direito de cidadão”, contou.

Fonte: JB Online

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Presos dois suspeitos de matar aluno da UFRJ em ponto de ônibus

Presos dois suspeitos de matar aluno da UFRJ em ponto de ônibus

Veja imagens da prisão dos suspeitos de matar Alex Shomaker Bastos. Operação em maio apreendeu moto que ajudou a identificar suspeitos

Clique aqui para assistir o vídeo.

A Polícia Civil prendeu dois suspeitos do assassinato do estudante de biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Alex Schomaker Bastos, de 23 anos, o jovem que foi morto a tiros por dois homens que estavam em motocicletas no dia 8 de janeiro enquanto esperava um ônibus no ponto da Rua General Severiano, em Botafogo.

Quem confirma é a mãe de Alex, Mausy Schomaker, que na noite de quarta-feira (3) recebeu um telefonema de policiais da Delegacia de Homicídios (DH) informando que, depois de interrogatórios e conferências de informações, concluíram que dois homens presos numa operação conjunta com a 10ª DP (Botafogo), realizada em 22 de maio, estavam envolvidos na morte de Alex. Ela afirma ainda que a família vai entrar com uma ação de responsabilidade civil contra o estado.

Mausy conta que saiba que os policiais estavam perto de prender os responsáveis pela morte de Alex, e que a 10ª DP, na operação conduzida pela delegada Barbara Lomba, no Jacarezinho, para prender assaltantes que agiam na região, foi fundamental para a localização dos suspeitos. A motocicleta de um deles foi apreendida na operação e a placa coincidia com a que a polícia tinha como pista para chegar aos autores do crime.

Os presos estão numa unidade do Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Alex Schomaker Bastos, de 23 anos, estava saindo da Escola de Comunicação da UFRJ quando, no ponto de ônibus, foi abordado por criminosos. Alex foi baleado depois que dois homens apareceram em duas motos, pediram a mochila dele.

Ele foi socorrido por funcionários do Hospital Municipal Rocha Maia, que fica a poucos metros dali. Mas, por causa da gravidade dos ferimentos, ele precisou ser transferido aqui para o Hospital Miguel Couto, no Leblon, onde morreu poucos minutos depois.

Os pais de Alex Andrei e Mausy Shomaker Bastos, junto com amigos e colegas de Alex, fizeram manifestações no local onde o rapaz morreu, colocando cartazes e pintando o ponto de ônibus de branco. Em março, o prefeito Eduardo Paes assinou decreto que transforma em praça o local onde Alex morreu. O logradouro foi nomeado Praça Alex Schomaker Bastos e passou por obras de requalificação.

Na noite de quarta, Mausy disse ao G1 que sabia que a polícia estava perto de chegar ao assassino do filho, porque a família acompanhava as investigações e, segundo disse, “a família sempre quis confiar na atuação da polícia”.

Ela disse que um inspetor da DH lhe telefonou avisando sobre as prisões..

“Foram muito delicados e gentis. O tempo todo cuidadosos. Mas não é nenhum favor do estado atender bem o cidadão, é obrigação. A família está atuando bastante, acredita muito na cidadania. E é nossa obrigação como cidadão lutar pela cidadania de pegar ônibus na hora que quiser, quando quiser. Meu filho morreu num ponto de ônibus que era perigoso, mas ele precisava pegar aquele ônibus. Minha obrigação é brigar pela cidadania. O Alex cidadão morreu pelo descaso do estado para com seus cidadãos. Se os pontos de ônibus fossem iluminados, se houvesse uma melhor segurança… A obrigação do estado é garantir que a pessoa possa pegar ônibus a hora que ela quiser, num ponto de ônibus iluminado e limpo”, disse.

Ela contou ainda que, com muita alegria, viu a nova Praça Alex Schomaker Bastos limpa, iluminada, com jardim, câmeras da CET-Rio, e carro de polícia por perto.

“Tem uma foto linda, que me deixou muito emocionada, na qual se vê um grupo de jovens conversando no ponto de ônibus à noite. Onde se vê isso? Só na Praça Alex.

O cidadão carioca esqueceu de brigar pela cidadania, acha que está mais seguro trancado em casa, com grades e câmeras, mas não, estamos sendo humilhados dentro de casa. Não andar na rua mostra o quanto o estado brasileiro nos humilha, o quanto nos tirou esse direito”, completou.

Mausy disse que a notícia da prisão dos suspeitos não acalma seu coração.

“Essa notícia não acalma nem aquece. E não existe perdão no nosso coração”, afirma.

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Polícia prende dois acusados do assassinato de estudante da UFRJ em Botafogo

Dupla foi presa em operação da 10ª DP contra assaltos em Botafogo – Pedro Teixeira / Agência O Globo

Polícia prende dois acusados do assassinato de estudante da UFRJ em Botafogo
Um deles chegou a confessar o crime, mas o segundo nega participação. Moto apreendida no dia 22 é a principal prova

por Alessandro Lo-Bianco e Vera Araújo

RIO — A Polícia Civil prendeu dois acusados do assassinato do estudante de biologia Alex Schomaker Bastos, morto a tiros durante um assalto praticado por uma dupla de motoqueiros no dia 8 de janeiro, num ponto de ônibus da Rua General Severiano, em Botafogo. William Augusto Nogueira, de 27 anos, e Anderson Leandro Bernardes, de 32, foram detidos no mês passado, acusados de outros roubos na região da 10ª DP (Botafogo). A polícia descobriu, no entanto, que a motocicleta apreendida com William foi uma das utilizadas pelos ladrões no ataque ao universitário. Com isso, ele e o cúmplice Anderson passaram a ser suspeitos do assassinato de Alex.

Moto usada por William Augusto Nogueira indiciado pela morte do estudante Alex Schomaker, em Botafogo. A moto foi apreendida na favela do Jacarezinho. – Polícia Civil / Divulgação

A Divisão de Homicídios (DH) tinha a placa da moto. Segundo o delegado assistente Alexandre Herdy, Anderson negou participação no latrocínio (roubo com morte), mas William chegou a confessar o crime.

— William já está indiciado pela morte de Alex. Ele confessou o crime, mas nega ter atirado. William apontou outra pessoa, do Jacarezinho, como autora dos disparos. Mas descobrimos que ela foi assassinada há três anos. Os dois sempre praticavam crimes juntos. No momento, Anderson é suspeito do latrocínio.

Um terceiro criminoso também foi detido, acusado de receptação: ele estava vendendo o celular do universitário numa loja de material de informática em Olaria. A polícia chegou ao local através de uma denúncia. Como se trata de um crime de baixo potencial ofensivo, ele foi autuado na Divisão de Homicídios e liberado em seguida.

— O Alex só morreu porque os ladrões queriam o celular dele — disse o delegado assistente da Divisão de Homicídios, Alexandre Herdy. — O crime de receptação integra esse ciclo de sangue. Por último, o aparelho vai parar nas mãos de uma pessoa de bem.

Na segunda-feira, haverá uma acareação entre os acusados da morte do estudante, William Augusto Nogueira e Anderson Leandro Bernardes. Além disso, três testemunhas serão ouvidas novamente.

DE 30 A 40 VÍTIMAS

Uma das testemunhas disse que viu Alex reagir ao assalto. Segundo o depoimento, havia dois criminosos, cada um em sua moto. O primeiro bandido teria ordenado ao segundo que atirasse no estudante.

Estudante de biologia Alex Schomaker Bastos, morto a tiros por ladrões em Botafogo – Reprodução / Facebook

— O bandido teria falado: “Mete bala” — contou o delegado. — Em seu depoimento, William nega ter atirado. Conta que foi ele quem abordou Alex, e outra pessoa fez os disparos. Para a polícia, não importa quem atirou. Os dois saíram para roubar e responderão pelo crime de latrocínio, que é roubo qualificado tendo como consequência a morte da vítima.

A investigação da DH teve o apoio da 10ª DP (Botafogo), que, no último dia 22, fez uma operação para prender criminosos que atuavam na área, incluindo William e Anderson, capturados no Jacarezinho. Só o primeiro suspeito responde a mais de dez inquéritos por roubo em Botafogo e Flamengo. Segundo a delegada Bárbara Lomba, ele e Anderson teriam feito entre 30 e 40 vítimas.

Mausy Schomaker: minutos antes do crime, ela recebeu uma mensagem do filho: ‘Oi, mãe, tô indo para casa’ – Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Mãe de Alex, Mausy Schomaker disse que deseja acreditar no trabalho da polícia, “embora no Brasil e no Rio de Janeiro isso seja um exercício difícil”:

— Não estamos alegres com a notícia, porque alegria é algo que não existe mais em nossas vidas. Mas é uma sensação de que um primeiro passo foi dado no caminho da justiça.

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Fonte: O Globo Online

Veja também: Bom Dia Rio

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Sem compra, não há venda

Policial quebra um cofre encontrado num dos boxes do camelódromo da Uruguaiana: 150 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça, foram cumpridos – Márcia Foletto / Agência O Globo

O Globo, Em primeira pessoa, 27/05/2015:

Sem compra, não há venda

MAUSY SCHOMAKER e ANDREI BASTOS

É impossível “achar normal” comprar um telefone de R$ 3 mil por R$ 300. Uma bicicleta de R$ 2 mil por R$ 250. Quando as pessoas compram celulares e suas peças nos camelôs, sem nota fiscal, e acham que estão sendo espertas e economizando, na verdade, estão sendo coniventes. Agem como membros das quadrilhas que assaltam, esfaqueiam e matam para roubar um aparelho.

Todos que compram produtos roubados, como peças de carros, bicicletas etc, fazem parte do esquema de ladrões e assassinos no Rio de Janeiro. Tomara que essa operação seja a primeira de muitas. Que elas sirvam para sufocar o mercado fornecedor de produtos roubados. Sem comprador, não há fornecedor. Tomara que essa operação ajude a chegar aos assassinos do Alex. E aos que mataram outros.

Eu vi na Saara, pouco antes de o Alex morrer, uma banca de camelô cheia de celulares, muitos ainda sujos de terra, e uns dois com o vidro quebrado. E pessoas negociando o preço. Lembro-me disso, porque na hora pensei: será que a pessoa de quem roubaram ficou muito ferida? Não poderia imaginar que, no dia 8 de janeiro, nosso amado filho seria morto com sete tiros, por dois assaltantes de moto, por causa de seu celular. Que ele ganhou no Natal e foi comprado em dez vezes, por menos de R$ 1,5 mil. Ainda estamos pagando as parcelas que faltam.

Quem o recomprou? E por quanto? Gostaríamos muito de saber. O preço foi muito alto. Custou a vida do Alex e a nossa alegria de viver. Nós, pais do Alex, não acreditamos que ao comprar produtos numa banquinha o cidadão acredite que o vendedor conseguiu comprar aqueles produtos “tão mais baratos” numa ponta de estoque. No caso de peças de carros, não sei se as “robautos” ainda são muito populares. Mas não é à toa que foram denominadas assim. Quem compra numa robauto faz parte do roubo.

O ciclista e médico Jaime Gold só foi morto porque quem o assaltou e matou já tinha para quem vender a bicicleta. O receptador só comprou a bike porque já tinha a quem vendê-la. É uma lei da Economia. Se existe mercado comprador, haverá fornecedor. E as “fábricas” estão sempre contratando operários. A linha de produção não para.

*Pais do estudante Alex Schomaker, morto durante assalto em Botafogo

Fonte: O Globo Online

Saiba mais: Roubo de celular tem aumento de 63% nos quatro primeiros meses do ano na capital

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