Compromissos do prefeito Eduardo Paes

Ontem, na audiência que tivemos no Palácio da Cidade, na rua São Clemente, às 15h, o prefeito Eduardo Paes garantiu que o lugar onde nosso amado filho foi assassinado será transformado na praça Alex Schomaker Bastos.

A praça terá, além do jardim, equipamentos de ginástica para a terceira idade, nova iluminação e um tratamento paisagístico. O projeto já está pronto e as obras começam em alguns dias.

O prefeito concordou com a necessidade de dar efetiva utilidade ao espaço.

Também participaram do encontro Diego Dias, representando os amigos de Alex, Olivia Fürst Bastos, irmã de Alex, e, representando a UFRJ, o subprefeito do campus UFRJ da Paia Vermelha, Enio Kaippert, e a ouvidora-geral da UFRJ, Cristina Riche.

Nós, os pais, lembramos ao prefeito que se o Estado estivesse presente, com uma iluminação correta, podando árvores e mantendo o espaço em perfeitas condições, provavelmente Alex não estaria morto.

O prefeito concorda com a ideia de que uma praça aumenta a segurança.

Mausy e Andrei
Pais orgulhosos e entristecidos de Alex Schomaker Bastos
Somos Alex para sempre

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Carta aberta ao prefeito Eduardo Paes

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, nos recebeu em audiência hoje, quando lhe entregamos a carta aberta que transcrevemos abaixo, e prometeu transformar o lugar em que nosso amado filho foi assassinado na Praça Alex Schomaker Bastos.

CARTA ABERTA AO PREFEITO EDUARDO PAES

Rio de Janeiro, 4 de março 2015

Senhor prefeito Eduardo Paes,

Nossa presença hoje aqui em seu gabinete, quando mais de 50 dias se passaram desde o assalto e assassinato de nosso amado filho ALEX SCHOMAKER BASTOS no ponto de ônibus em frente ao campus da UFRJ Praia Vermelha, sem que saibamos quem foi o assassino, não é para cobrar da prefeitura resposta às investigações policiais. Temos consciência que o assunto polícia é da alçada do governo estadual.

Estamos aqui para lembrar que o ponto de ônibus da Rua General Severiano, em frente ao Campus da UFRJ, é escuro, sujo, com árvores não podadas há tempos, com câmeras da CET Rio quebradas, muitas lâmpadas queimadas e onde os alunos da Universidade e os moradores do entorno têm medo de passar. (Ressaltamos que após muitas matérias nos jornais e TV, o lugar recebeu a visita de órgãos públicos e recebeu um pouco mais de iluminação e poda de árvores).

Mas veja só, senhor prefeito Eduardo Paes, nosso filho teve a ousadia de querer pegar um ônibus, às 21h17, naquele ponto. E foi assassinado, sete tiros que o fizeram sangrar até morrer. Sabemos a hora quase exata porque ele morreu com o celular na mão mandando sua última mensagem. “Mãe, tô indo pra casa”.

E nosso filho não chegou em casa. E nunca mais vai chegar.

No município do qual o senhor é prefeito, os cidadãos de bem são proibidos de andar calmamente nas ruas, são proibidos de pegar um ônibus à noite, são proibidos de serem os donos das ruas. Alguma coisa está errada no Rio de Janeiro. O senhor não acha?

Os 450 anos de nossa cidade foram bastante festejados, mas nós, os pais e a família do Alex, não temos nenhum motivo para comemorar. Apenas para lamentar.

Nosso filho foi assassinado pelo descaso do Estado. E nós, pais eternamente entristecidos não deixaremos de cobrar as responsabilidades de nossos governantes. Segurança pública vai muito além de policiamento, e por isso nós consideramos que o senhor, representando o Município, também é responsável pela morte de nosso amado filho ALEX SCHOMAKER BASTOS. É responsável porque a Prefeitura do Rio de Janeiro, da qual o senhor é a liderança máxima, não cuidou para que aquele espaço em frente ao campus da UFRJ estivesse limpo, iluminado e pronto para ser usado pelo cidadão carioca.

Como o senhor bem sabe, fizemos uma manifestação no lugar onde nosso filho foi assassinado. Pintamos o ponto de ônibus e o espaço em torno de branco. Branco simbolizando a Paz. Branco para marcar mais um lugar violento no município que o senhor representa. Não depredamos patrimônio público. Marcamos como ponto de luta pela Cidadania e pelo direito de todos os cidadãos viverem em uma cidade bem cuidada, iluminada e segura.

Pintamos o ponto para mostrar à população que não devemos nos esconder atrás das grades que cercam nossos prédios. Pintamos o ponto de ônibus para chamar a atenção das autoridades e governantes, incluindo o senhor, lembrando que os cidadãos precisam ser vistos e ouvidos.

Qual foi a atitude da prefeitura? Mandou repintar o ponto e retirar as homenagens que a família, amigos e, principalmente, desconhecidos colocaram no ponto. Muitas mensagens contra a violência. Lembramos que a prefeitura mentiu dizendo que o ponto estava trincado e por isso teve que ser trocado. Nós comprovamos e provamos que o ponto foi repintado.

Senhor prefeito Eduardo Paes, o senhor acha que retirar as marcas e fingir que nada aconteceu no lugar onde ALEX SCHOMAKER BASTOS foi barbaramente assassinado é a maneira de acabar com a violência no município em que o senhor é a autoridade máxima?

Numa ação de cidadania e de memória da nossa cidade, que para nós nunca mais será maravilhosa, pedimos seu compromisso público de que o espaço onde está localizado o ponto de ônibus em frente ao campus da UFRJ, onde nosso filho morreu pelo descaso que nossos governantes têm com o cidadão, seja transformado, oficialmente, na Praça da PAZ ALEX SCHOMAKER BASTOS.

Praça onde os estudantes, trabalhadores e moradores possam sentar tranquilamente e observar a vida passar. Sem serem assassinados.

Mausy e Andrei
Pais orgulhosos e entristecidos de Alex Schomaker Bastos
Eu sou Alex para sempre

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Ponto de luta e não de luto

Ponto de luta e não de luto

“Em cidades como Berlim, Paris e San Francisco, para ficar em poucos exemplos, é comum vermos ‘monumentos’ urbanos aos mortos por causas externas. Em San Francisco, a silhueta de um homem negro assassinado pela polícia foi pintada no asfalto; em Berlim, lembro de uma bicicleta retorcida pintada de branco na esquina de um atropelamento. São ações de cidadania e memória”. Assim a jornalista Flávia Oliveira começa uma postagem no Facebook a respeito do nosso ato de pintar de branco o ponto de ônibus em que nosso amado filho Alex Schomaker Bastos foi assassinado pelo descaso do poder público.

E nem precisamos ir tão longe: aqui mesmo, no Rio de Janeiro, podemos citar o Túnel Acústico Rafael Mascarenhas e os meninos da Candelária pintados no chão.

Desde o início acusamos o Estado brasileiro, configurado nos governos federal, estadual e municipal, de culpados pela morte de Alex, em última análise. Se, pela ordem e combinados, Educação, Segurança e espaços públicos bem iluminados e conservados fossem prioridades, teríamos um país mais desenvolvido, com sua população vivendo mais tranquila e usufruindo de cidades efetivamente mais seguras.

Aqui, em frente à UFRJ, onde Alex estudou e se formou, numa rua até então esquecida pelas rondas policiais e por quem deveria conservá-la iluminada e limpa, o monumento urbano será um símbolo do direito de ir e vir em paz dos cidadãos: um ponto de ônibus pintado de branco. Ponto de luta e não de luto.

Mausy Schomaker e Andrei Bastos, pais orgulhosos e entristecidos de Alex Schomaker Bastos.

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Ponto de luta e não de luto

Amigos queridos,
Obrigada a todos que puderam estar hoje na repintura do ponto e a todos que não estiveram presencialmente, mas que nos mandaram seu apoio e força. Foi muito forte e bonito!
Vamos seguir fazendo o que está ao nosso alcance para, ao menos tentar, fazer alguma diferença.
‪#‎eusoualex‬ ‪#‎somostodosalex‬ ‪#‎somostantos‬ ‪#‎osdonosdarua‬ ‪#‎rio450‬ ‪#‎brasilpatriaeducadora‬ ‪#‎estamosjuntos‬

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Aos moradores da cidade do Rio de Janeiro

Aos moradores da cidade do Rio de Janeiro

Antes de mais nada, queremos agradecer a todos o apoio que temos recebido no pior momento de nossas vidas.

Não queremos carregar a morte de nosso amado filho nas costas, como um peso. A nossa dor, imensa, eterna e incomensurável, é para sempre. Mas estamos tentando mostrar que indo para as ruas, mostrando a cara e sem medo podemos mudar nossa cidade.

Não queremos confronto. Queremos cidadania e consciência. É nossa melhor homenagem ao Alex, que amava tanto a vida.

Em homenagem ao nosso amado filho e a todos os que vivem em nossa cidade estamos lutando para transformar o lugar onde Alex foi assassinado em uma bela praça. Praça da PAZ Alex Schomaker Bastos.

No próximo domingo, 1º de março, dia das comemorações dos 450 anos do Rio de Janeiro, às 11h, cinquenta dias da morte do Alex, nós vamos voltar ao ponto de ônibus e pintá-lo de branco novamente. Ponto de luta e não de luto.

Participe, ajude na pintura, as ruas são nossas!

Mausy e Andrei
Pais orgulhosos e entristecidos
Eu sou Alex para sempre

Rio de Janeiro, 2015

PINTURA DO PONTO
Domingo, 1º de março, 11 horas
Ponto de ônibus da Rua General Severiano, próximo ao Hospital Rocha Maia, Botafogo

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Família de Alex refaz homenagem

O Globo, 24/02/2015:

Família de Alex Schomaker refaz homenagem ao jovem morto em ponto de ônibus de Botafogo
Mãe do estudante recolocou cartazes e promete pintar estrutura de branco novamente. Prefeitura diz que não vai interferir

POR ALESSANDRO LO-BIANCO


Mausy, mãe do estudante Alex Schomaker, cola cartazes em homenagem ao filho no ponto da Rua General Severiano onde ele foi morto por ladrões em janeiro – Alexandre Cassiano / Agência O Globo

RIO — Mausy Schomaker, mãe do estudante Alex Schomaker Bastos, de 23 anos, assassinado durante um assalto em Botafogo em 9 de janeiro, voltou, nesta terça-feira, ao local do crime para repor os cartazes que haviam sido afixados em homenagem à vítima. As peças, coladas num ponto de ônibus da Rua General Severiano, foram removidas na última sexta-feira pela Secretaria municipal de Conservação — conforme informou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO — durante um trabalho de manutenção. O serviço incluiu a pintura do ponto na cor padrão, cinza. Ele havia sido pintado de branco, também como uma forma de homenagear a vítima. Segundo a secretaria, o trabalho foi feito porque a estrutura estava trincada.

A homenagem ao estudante havia sido feita, no fim de janeiro, durante um protesto contra a violência realizado por amigos e parentes de Alex. Além de colarem cartazes, os cerca de 50 manifestantes pintaram de branco não só o chão, como a própria estrutura do ponto de ônibus.

PAI DA VÍTIMA PROPÕE CRIAÇÃO DA PRAÇA DA PAZ

Emocionada, a mãe de Alex repôs também uma faixa que estava amarrada entre dois postes. Ela criticou o trabalho da secretaria.

Mausy Schomaker, mãe do estudante Alex, recoloca os cartazes em homenagem ao filho no ponto de ônibus onde ele foi baleado e morto durante tentativa de assalto – Alexandre Cassiano / Agência O Globo

— Estamos agora decidindo uma data para pintar de novo tudo de branco. Quer dizer que a solução para amenizar o fato de meu filho ter sido assassinado aqui, com sete tiros, é apagar o que a gente fez? — disse Mausy Schomaker.

Segundo ela, muitos moradores da região estiveram no ponto e prestaram solidariedade à família. Andrei Bastos, pai de Alex — que era estudante de biologia na UFRJ —, fez um pedido às autoridades:

— Nós, familiares, amigos, estudantes da UFRJ e moradores, queremos que este local seja transformado na Praça da Paz, para que as pessoas possam se sentar tranquilamente e observar a vida passar, sem ser assassinadas.

Andrei acrescentou que o local onde Alex foi assassinado é escuro e sujo. Além disso, afirmou, as árvores não são podadas há tempos.

De acordo com a Secretaria municipal de Conservação, o ponto de ônibus foi pintado porque já estava incluído num pacote de melhorias a serem feitas numa série de paradas na cidade. Ainda segundo o órgão, a medida não teve qualquer relação com o fato de a estrutura ter sido pintada em homenagem ao estudante.

A secretaria disse ainda que, caso o ponto seja de novo pintado de branco, permanecerá desse jeito. Informou também que nenhum cartaz será removido. Homenagens, acrescentou o órgão, vão ser respeitadas, desde que não descaracterizem o local.

TRIBUTOS A VÍTIMAS ESPALHADOS NA CIDADE

O ponto de ônibus onde Alex Schomaker foi assassinado no mês passado, em Botafogo, é mais um dos lugares com homenagens a vítimas espalhados pela cidade. Na Avenida Borges de Medeiros, na Lagoa, flores lembram a trágica morte de cinco jovens, com idades entre 17 e 22 anos, vítimas de um acidente de trânsito em 2006. O carro em que eles estavam colidiu com uma árvore no canteiro central da via, que passou a receber vasos de flores. Um ano depois, um pequeno jardim foi construído no local da tragédia.

Já o Túnel Acústico, na Gávea, ganhou o nome de Rafael Mascarenhas, de 18 anos, filho da atriz Cissa Guimarães, após o atropelamento e morte do jovem por um carro, quando andava de skate no local, em 2010. A homenagem oficial só foi concretizada em 2013, mas desde o atropelamento o lugar já era ponto de homenagens ao rapaz. Numa parede do túnel, um grafite com a imagem do rosto de Rafael Mascarenhas e vasos de flores lembram o crime.

Fonte: O Globo Online

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A Prefeitura do Rio de Janeiro mente

A Prefeitura do Rio de Janeiro mente. A estrutura do ponto de ônibus em que nosso amado filho Alex Schomaker Bastos foi assassinado pela incúria do poder público, aí incluída a prefeitura carioca, não estava trincada e não foi trocada. A Secretaria de Conservação do município mandou a concessionária Clear Channel repintar a estrutura de cinza na calada da noite, o que pode ser facilmente constatado no local.

Mausy e Andrei, pais orgulhosos e entristecidos de Alex Schomaker Bastos.
‪#‎eusoualex‬

Reportagem de O Globo:

Após prefeitura reformar ponto de ônibus, mãe de estudante morto repõe homenagens no local
Secretaria de Conservação mudou a estrutura em frente à UFRJ, alegando que mobiliário estava trincado

POR O GLOBO
24/02/2015

Mausy Schomaker, mãe do estudante Alex, recoloca os cartazes em homenagem ao filho no ponto de ônibus onde ele foi baleado e morto durante tentativa de assalto – Alexandre Cassiano / Agência O Globo

RIO – Mãe do estudante de Biologia da UFRJ Alex Schomaker Bastos, Mausy Schomaker voltou nesta terça-feira ao ponto de ônibus onde o filho foi assassinado durante uma tentativa de assalto, em Botafogo, para recolocar homenagens a Alex. A informação foi adiantada pelo jornalista Ancelmo Gois em sua coluna. A Secretaria de Conservação mudou a estrutura, localizada em frente ao campus da UFRJ, na última sexta-feira, alegando que o mobiliário estava trincado, e os cartazes lembrando Alex foram embora junto com o antigo ponto, que havia sido pintado de branco.

O ponto de ônibus na Rua General Severiano foi pintado no fim de janeiro como um protesto por parte de amigos e parentes de Alex. Na época, cerca de 50 pessoas participaram do ato. Além da estrutura, também foi pintado o chão. Cartazes de protestos contra a violência foram colocados no video do ponto de ônibus.

Mausy Schomaker, mãe do estudante Alex, recoloca os cartazes em homenagem ao filho no ponto de ônibus onde ele foi baleado e morto durante tentativa de assalto – Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Da primeira vez, o local onde o jovem foi morto havia ficado repleto de cartazes com dizeres: “Que sociedade estamos construindo onde se mata por uma mochila ou um celular” e “Estamos em guerra e a sociedade descansa sob um barril de pólvora”. A frase “Eu sou Alex” estava espalhada por todo o ponto de ônibus.

Fonte: O Globo Online

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“Eu sou Alex”, Ancelmo Gois, O Globo



O Globo, Ancelmo Gois, 24/02/2015:

“EU SOU ALEX”

A Secretaria de Conservação do Rio trocou, sexta passada, a estrutura do ponto de ônibus no finalzinho da Rua General Severiano, em Botafogo, onde o estudante Alex Bastos, de 23 anos, foi morto em uma tentativa de assalto, em janeiro. Segundo a prefeitura, o mobiliário estava trincado. Junto com ele foram embora as homenagens feitas ao universitário. A estrutura metálica e a lixeira, repare na foto debaixo, tinham sido pintadas de branco. A mãe do jovem, Mausy Bastos, promete voltar ao local hoje acompanhada por um grupo de amigos do filho para recolocar as homenagens: “Vou pintar de novo de branco agora e quantas vezes forem necessárias”

Fonte: O Globo Online, Ancelmo.com

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Mausy Schomaker fala no Bloco Sem Saída

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Exposição de Pinturas


Eu não sabia como contar a minha história com o câncer. Só muito tempo depois de vivê-lo é que me senti capaz de contar o que aconteceu, e iniciei a busca pela minha maneira de transmitir a vivência. Não foi fácil descobrir como escrever e deixei o tempo passar para não lembrar como num diário, sofrido. No câncer, o que marcava o tempo eram os medos, as emoções, os terrores, os amores, e os resultados dos exames. Os acontecimentos ocupavam o espaço dos sonhos e pesadelos. Como visitar esse passado senão também em sonhos e pesadelos?

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